Fim da queima de carvão mineral é acelerado pela pandemia

O setor do carvão já vinha perdendo competitividade na geração de eletricidade nos principais mercados do mundo frente ao barateamento das tecnologias de geração eólica e solar. Por isso, não surpreende que esteja agora agonizando sob o impacto da pandemia de COVID-19 e o desaquecimento da economia global.

Nos EUA, um mercado crucial para o carvão, projeta-se que as renováveis superem o carvão como principal fonte geradora de eletricidade até o final deste ano. Antes da crise, a expectativa era que essa inversão demorasse um pouco mais a acontecer. No entanto, ao que tudo indica, as mudanças no cenário energético norte-americano precipitaram a decadência do carvão.

Há quatro anos, o carvão gerava duas vezes mais eletricidade do que as fontes renováveis naquele país. No entanto, a matemática financeira explica esse movimento: as usinas a carvão custam mais a operar do que unidades que utilizam gás natural ou fontes renováveis. Por isso, em um cenário de demanda reduzida, os provedores de eletricidade e operadores da rede acabam preferindo buscar alternativas mais baratas para a geração de eletricidade, o que atinge em cheio o setor de carvão.

Fonte: ClimaInfo

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